O Japão revelou oficialmente as primeiras imagens do EC-2, uma aeronave de guerra eletrônica desenvolvida a partir do cargueiro Kawasaki C-2, que será empregada em missões de interferência a radares e comunicações a distância segura (stand-off).

O programa prevê a aquisição de quatro unidades do EC-2 para substituir o único EC-1 em serviço desde 1986, ampliando em quatro vezes a capacidade japonesa nessa área estratégica.

O EC-2 apresenta modificações visuais marcantes em relação ao C-2 original, como um grande radome (nariz) em formato bulboso na parte dianteira da fuselagem, semelhante ao instalado no EC-1, além de protuberâncias no teto e nas laterais do avião para abrigar antenas e sistemas eletrônicos dedicados à detecção, análise e bloqueio de sinais eletromagnéticos.

Essas modificações indicam sua função principal de ataque eletrônico e inteligência de sinais, operando além do alcance dos sistemas defensivos inimigos.

O desenvolvimento do EC-2 iniciou-se em 2020 e está dividido em duas fases: a primeira, concluída em 2026, focou na integração dos sistemas de interferência contra enlaces de dados e na unificação da arquitetura eletrônica; a segunda, até 2032, aprimora a confiabilidade operacional e prepara a aeronave para implantação plena.

O projeto prioriza tecnologias domésticas para garantir a independência operacional e proteger informações sensíveis. Baseada no C-2, uma aeronave de transporte estratégica com capacidade para até 36 toneladas e alcance de 7.600 km, o EC-2 amplia as funções do modelo original, que já conta com variantes como o RC-2, dedicado à coleta de inteligência eletrônica.

C-2 possui sistemas modernos, como cockpit digital, controle fly-by-wire e gerenciamento tático de voo, garantindo eficiência e flexibilidade operacional, inclusive em pistas não preparadas.

Além das missões de guerra eletrônica, planos de defesa japoneses consideram equipar o EC-2 com armamentos de longo alcance, como mísseis antinavio modificados e mísseis de cruzeiro AGM-158 JASSM, estendendo seu alcance operacional para mais de 11 mil quilômetros.