É infelizmente uma realidade cada vez mais presente. O desporto não precisa de fãs assim, mas eles vão surgindo em números crescentes, escudados pela distância e pela impunidade de poderem ameaçar quem querem através de um teclado, sem consequências.
A equipa de gestão de Franco Colapinto apelou aos adeptos de Fórmula 1 para cessarem as mensagens de ódio dirigidas a Esteban Ocon, na sequência de um incidente entre ambos durante o Grande Prémio da China. O pedido surgiu depois de alguns fãs terem recorrido às redes sociais para atacar o piloto francês após a colisão em pista.
O episódio ocorreu durante a corrida em Xangai, quando Colapinto realizou a sua única paragem nas boxes na volta 32 para trocar pneus duros por médios. Ao regressar à pista, o piloto argentino encontrou-se imediatamente lado a lado com Esteban Ocon, retomando uma disputa que já se desenrolava antes das paragens.
À saída da Curva 2, Ocon tentou ultrapassar pelo interior, mas acabou por tocar no monolugar da Alpine conduzido por Colapinto. O contacto provocou um pião de ambos os carros, comprometendo momentaneamente a corrida dos dois pilotos.
Os comissários analisaram o incidente e atribuíram a responsabilidade a Ocon, que recebeu uma penalização de dez segundos. O francês cumpriu a sanção na sua segunda paragem nas boxes.
Apesar do contratempo, Colapinto conseguiu recuperar e terminou a corrida na décima posição, garantindo um ponto — o primeiro desde o Grande Prémio dos Estados Unidos de 2024. Já Ocon concluiu a prova apenas no 14.º lugar, uma volta atrás do líder.
A Bullet Sports Management, empresa que acompanha a carreira de Franco Colapinto, deixou uma mensagem nas redes sociais apelando ao respeito entre adeptos e pilotos:
“Por favor, não enviem mensagens de ódio ou ameaças de morte ao Esteban, à família dele ou à equipa Haas. Isso não vai desfazer o acidente e apenas reflecte negativamente na comunidade de fãs do Franco”, escreveu a Bullet Sports Management nas redes sociais. “Obrigado por manterem o apoio positivo e respeitoso.”
Foto: Laurent Cartalade /MPSA