O regulador do setor segurador em Portugal deixou um aviso importante para muitas famílias. Fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos pode trazer problemas, e até levar à recusa de pagamento em caso de sinistro.

Segundo a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), esta prática é mais comum do que se imagina, mas pode configurar uma declaração incorreta do risco junto das seguradoras.

Pais e avós não devem fazer seguros automóvel em nome de filhos ou netos

De acordo com informações avançadas, a ASF alerta que o seguro automóvel deve ser feito tendo em conta quem é, na prática, o condutor habitual do veículo. No entanto, algumas famílias optam por colocar o seguro em nome de um condutor mais velho, normalmente pais ou avós, para reduzir o valor do prémio.

Isto acontece porque os condutores jovens ou com pouca experiência ao volante pagam, por norma, seguros mais caros devido ao maior risco associado.

A ASF explica que, se o condutor habitual não for o mesmo que consta no contrato do seguro, pode existir uma declaração inexata do risco. Numa situação destas, a seguradora pode:

  • reduzir o valor da indemnização;
  • exigir pagamento adicional do prémio;
  • ou, em casos mais graves, recusar a cobertura do sinistro.

Ou seja, numa situação de acidente, a tentativa de poupar no seguro pode acabar por sair bastante mais cara. O regulador reforça que, no momento de contratar um seguro automóvel, devem ser prestadas informações verdadeiras e completas, incluindo quem conduz habitualmente o veículo.