Um estudo recente publicado na revista Scientific Reports revelou a descoberta de um fóssil surpreendente no Novo México, Estados Unidos. O osso gigante da tíbia, resgatado da Formação Kirtland e datado de 74 milhões de anos, pode ter pertencido a um ancestral direto do icônico Tyrannosaurus rex.
Essa descoberta inédita desafia as linhas do tempo paleontológicas sobre a evolução dos tiranossauros gigantes. Como a maioria desses predadores no período Campaniano tinha um tamanho semelhante ao de um ser humano atual, encontrar uma estrutura óssea tão imponente foi um verdadeiro marco científico.
Com quase 97 centímetros de comprimento e 13 centímetros de diâmetro, o antigo fóssil impressiona pela extrema robustez. A partir dessas medidas detalhadas, os especialistas estimam que o animal pesava mais de 4,5 toneladas e alcançava cerca de 10,7 metros de comprimento.
Ainda de acordo com informações da revista Smithsonian, a perna representa mais de três quartos do tamanho de Sue, um dos maiores e mais completos esqueletos de T. rex já encontrados no mundo.
Debate sobre a origem
Em entrevista à Popular Science, o paleontólogo Spencer Lucas destacou a importância central desse achado para a ciência.
É um tiranossauro muito grande para a sua época e, geologicamente, muito mais antigo do que qualquer um poderia ter previsto”, afirmou o pesquisador durante a conversa.
Além disso, a análise detalhada reforça a teoria de que o gênero Tyrannosaurus teria surgido na América do Norte, antes mesmo do famoso impacto do asteroide. Em uma conversa com a Science News, o cientista Nick Longrich explicou que o dinossauro era possivelmente 50% maior do que qualquer outra espécie carnívora conhecida daquele mesmo período histórico.
Contudo, uma parte da comunidade paleontológica ainda debate a classificação exata do gigantesco dinossauro. O especialista Thomas Carr, por exemplo, argumentou também em entrevista à Science News que os ossos das pernas são difíceis de categorizar, sugerindo que o fóssil pode pertencer ao gênero Bistahieversor.
Apesar das divergências sobre a taxonomia exata, a busca por um crânio e por respostas definitivas continuará intensamente. Para confirmar as teorias levantadas, Anthony Fiorillo declarou que a equipe já desenvolve planos para expandir as escavações por mais material ósseo.