As grandes elétricas espanholas estão determinadas em estender a vida útil da central nuclear de Almaraz, localizada a 100 quilómetros de Portugal, e agora contam com um apoio determinante. A presidente da Comissão Europeia assegura que se deve evitar “a retirada prematura de ativos” como as instalações nucleares existentes na Europa.

Assim, e neste momento conturbado para os mercados energéticos mundiais, a Comissão Europeia parece abraçar a energia nuclear com a sua líder a dar o aval à petição da Iberdrola, Endesa e Naturgy ao Governo espanhol no sentido de alargar a operação em Almaraz pelo menos até 2030.

Para Leyen, este tipo de instalações podem continuar a fornecer eletricidade fiável, de baixo custo e baixas emissões, algo que se enquadra com a central de Almaraz que tem vindo a cumprir todos os requisitos das revisões periódicas a que tem sido sujeito. A responsável da Comissão Europeia considera que centrais como a de Almaraz “podem desempenhar um papel” na redução duradoura dos custos energéticos, para melhorar a competitividade das empresas europeias.

A central nuclear de Almaraz, próxima dos distritos de Castelo Branco e Portalegre, poderá ver adiado o seu desmantelamento previsto a partir de novembro de 2027, na sequência de um movimento que parte do sector elétrico espanhol, nomeadamente das três elétricas proprietárias da central: Iberdrola, Endesa e Naturgy.

No final de maio do ano passado, cerca de 70 associações e partidos políticos portugueses e espanhóis tinham lançado um manifesto pelo encerramento no prazo previsto da central nuclear de Almaraz, em Espanha, acompanhado de um plano de emprego para os municípios afetados pelo fecho.

O Governo espanhol aprovou a 22 de abril do ano passado o início do processo de encerramento de Almaraz a partir de 2027, num contexto em que tem aumentado a pressão para que o funcionamento da central nuclear seja prolongado.