Quando falamos de petróleo, falamos de uma matéria-prima que continua a perturbar economias por completo quando, subitamente, existe um défice na oferta deste combustível fóssil face à procura — seja devido a conflitos em regiões produtoras, à imposição de embargos ou à decisão do fecho das torneiras, por parte dos produtores, para fazer subir os preços. Mas não são apenas os consumidores que sofrem as consequências. Nos países produtores que dependem maioritariamente do crude para encher os cofres públicos, vender menos significa receitas mais baixas, com impacto negativo na economia. O Irão é um desses casos: alvo de sanções internacionais há já cerca de 20 anos, tem conseguido dar a volta para exportar o seu ouro negro, mas a um custo: vendê-lo a preços mais baixos.