Os esquemas de burla online continuam a evoluir e a explorar o medo das vítimas. Um dos mais perigosos e infelizmente cada vez mais comum é o chamado sextortion. Desta vez, um caso em Portugal resultou num prejuízo de cerca de 7 mil euros para a vítima, após ameaças de divulgação de conteúdos íntimos.

sextortion: Como funciona este esquema?

O ataque começa, normalmente, com um contacto através de redes sociais ou aplicações de mensagens. O burlão cria uma relação rápida com a vítima e incentiva a partilha de conteúdos íntimo (fotos ou vídeos)

Depois disso, o cenário muda rapidamente: o criminoso passa à chantagem, ameaçando divulgar esse material a familiares, amigos ou nas redes sociais, caso não seja feito um pagamento.

Neste caso concreto, a vítima acabou por ceder à pressão e realizou vários pagamentos que, no total, atingiram cerca de 7 mil euros. O medo da exposição pública e o impacto pessoal e profissional são fatores decisivos que levam muitas pessoas a ceder.

Mesmo após o pagamento, não há qualquer garantia de que o material não será divulgado e muitas vezes as exigências continuam.

As autoridades recomendam que num cenário destes:

  • Não deve ceder a pedidos de pagamento
  • Cortar imediatamente o contacto com o burlão
  • Guardar provas das conversas
  • Denunciar a situação às autoridades

Em Portugal, este tipo de crime pode ser comunicado à Polícia Judiciária, que tem vindo a alertar para o aumento destes casos.

Como se proteger destes esquemas?

Para evitar cair neste tipo de esquema:

  • Desconfie de contactos desconhecidos, especialmente se evoluem rapidamente para conversas íntimas
  • Nunca partilhe conteúdos sensíveis com desconhecidos
  • Verifique perfis suspeitos (muitas vezes são falsos)
  • Use definições de privacidade mais restritivas nas redes sociais

O fenómeno de sextortion não é novo, mas tem crescido com a popularização das redes sociais e plataformas de comunicação. A facilidade de anonimato e a escala global tornam este tipo de crime particularmente difícil de travar.

A melhor defesa continua a ser a prevenção e, acima de tudo, nunca ceder à pressão dos criminosos.