“Não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos”, sublinha Luís Neves, numa nota enviada às redações.

A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um “cocktail molotov” para o meio dos participantes. “Felizmente o pavio encharcou e a garrafa caiu sem chegar a incendiar-se”, tendo caído perto do palco, descreveu na altura um dos coordenadores da marcha, adiantando que ninguém ficou ferido, mas muitas pessoas ficaram molhadas com o líquido incendiário.

O agressor – um homem de 39 anos – foi de imediato detido no local pela PSP, cuja “pronta intervenção” foi elogiada pelo ministro, que destacou a “eficácia e o profissionalismo na proteção dos cidadãos”.

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava no protesto, aproximou-se do local e “arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo “cocktail molotov”, contendo gasolina, na direção das pessoas presentes”.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relata, num comunicado divulgado ontem, que o incidente gerou “um clima de alarme e perturbação no local” e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

“O suspeito foi detido pela PSP, tendo sido posteriormente conduzido às instalações policiais, com o objetivo de ser presente à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas”, acrescenta o comunicado.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas “num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”.

A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.