Um avião militar da Colômbia despenhou-se nesta segunda-feira no Sul do país quando transportava mais de 100 pessoas, a maioria soldados. Ao cair, o Hercules C-130 incendiou-se e provocou uma coluna de fumo espesso e visível a vários quilómetros de distância. Está confirmada a morte de uma pessoa e foram resgatadas 77 com vida, de acordo com o Presidente colombiano, Gustavo Petro. Há 43 feridos cujo estado de gravidade se desconhece.

O acidente aconteceu por volta das 10h locais (14h em Lisboa) e foi anunciado pelo ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sanchez, que no X escreveu que a queda aconteceu quando o avião estava a descolar de Puerto Leguizamo, na região amazónica do Sul da Colômbia, junto à fronteira com o Peru, quando transportava tropa. “O número exacto de vítimas e as causas do acidente ainda não foram esclarecidos”, disse.

Inicialmente, a reacção de Gustavo Petro ao acidente foi publicar no X uma longa crítica aos obstáculos burocráticos que estão a atrasar os seus planos de modernização das Forças Armadas. “Não vou conceder mais atrasos, pois o que está em causa é a vida dos nossos jovens”, declarou. “Se os funcionários administrativos civis ou militares não estiverem à altura deste desafio, devem ser afastados.”

Os aviões Hercules C-130 foram lançados pela primeira vez na década de 1950 e a Colômbia adquiriu os seus primeiros modelos no final da década de 1960. Mais recentemente, modernizou alguns C-130 mais antigos com modelos mais recentes enviados dos EUA ao abrigo de uma lei que permite a transferência de equipamento militar usado ou excedentário.