Este ano, há más notícias para muitos contribuintes: o reembolso do IRS poderá ser mais baixo ou até dar imposto a pagar. A principal razão está na descida das taxas de retenção na fonte. Mesmo assim há sempre coisas que pode fazer.
Há várias formas de otimizar a declaração e aumentar o reembolso ou, pelo menos, reduzir o impacto. Conheça 5 dicas partilhadas pela Deco Proteste.
1. Ainda pode inserir despesas manualmente
Nem todas as despesas aparecem automaticamente no IRS. Se falhou validações no e-Fatura ou tem encargos que não surgem (como educação no estrangeiro), pode adicioná-los manualmente no Anexo H. Atenção: ao fazer isso, substitui os valores automáticos e deve guardar comprovativos durante 4 anos.
2. Há uma nova dedução com serviços domésticos
Desde 2025, pode deduzir 5% das despesas com serviços domésticos, até um máximo de 200 euros. Se estes valores não aparecerem automaticamente, também terão de ser inseridos manualmente na declaração.
3. Englobar juros pode compensar (mas nem sempre)
Se tem juros de depósitos a prazo ou certificados de aforro, pode optar pelo englobamento no IRS. Compensa se tiver rendimentos até cerca de 22 mil euros, mas não compensa, regra geral, para rendimentos mais altos. O ideal? Simular antes de submeter.
4. Jovens podem “ganhar” anos de IRS Jovem
Quem tem rendimentos até 8500 euros está dispensado de entregar IRS. No caso dos jovens, isso pode ser vantajoso pois evita “gastar” um ano do benefício do IRS Jovem sem tirar proveito dele.
5. IRS automático nem sempre é o melhor
O IRS automático é cómodo, mas pode não ser o mais vantajoso. A recomendação é simples, deve simular a entrega manual antes de aceitar. Em alguns casos, pode compensar mais entregar em conjunto do que separado.
O IRS significa Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares. Na prática, é o imposto que o Estado cobra sobre o dinheiro que as pessoas ganham ao longo do ano.

