A partilha ilegal de jornais e revistas em plataformas como o Telegram e o WhatsApp , mas há agora um novo “modelo de negócio” a ganhar força. Alguns grupos começaram a cobrar mensalidades que podem chegar aos 10 euros para garantir acesso contínuo a conteúdos protegidos por direitos de autor.
Perdas mensais com jornais e revistas rondam os 3,5 milhões de euros
Segundo revelou a Visapress ao Jornal de Notícias, este esquema está a agravar significativamente os prejuízos no setor da imprensa. As perdas mensais já rondam os 3,5 milhões de euros, um valor que preocupa editores e entidades responsáveis pela proteção de conteúdos.
A facilidade de partilha em aplicações de mensagens tem sido um dos principais motores deste fenómeno. Com poucos cliques, edições completas de jornais e revistas são distribuídas a milhares de utilizadores, muitas vezes sem qualquer controlo.
Agora, com a introdução de subscrições pagas nestes grupos, o problema assume uma nova dimensão. Para além da violação de direitos de autor, há também um claro aproveitamento financeiro por parte de quem gere estas redes ilegais.
Este tipo de prática tem consequências diretas na sustentabilidade dos meios de comunicação social. Com menos leitores a recorrer a fontes oficiais, as receitas provenientes de assinaturas e publicidade acabam por ser afetadas.
A Visapress alerta que este cenário pode comprometer o futuro do jornalismo, sobretudo num contexto em que muitos órgãos de comunicação já enfrentam dificuldades financeiras.

