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Os utilizadores aproveitam-se da fiscalização relaxada na maioria dos hotéis e servem-se do buffet de pequeno-almoço gratuito sem nunca fazer o check-in.

Uma tendência está a espalhar-se pelo TikTok, com vídeos virais que mostram pessoas que não estão hospedadas em hotéis a comer nos buffets gratuitos de pequeno-almoço.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram indivíduos a entrar nas zonas de restauração dos hotéis, a servir-se dos buffets de pequeno-almoço e a sair sem fazer o check-in. O fenómeno parece ser facilitado pela natureza de self-service de muitos pequenos-almoços de hotéis, onde as refeições gratuitas estão geralmente incluídas no preço da estadia.

Há até quem dê dicas para não ser notado, como não entrar diretamente da rua, pois isso chamaria mais a atenção, mas sim entrar no hotel e ficar algum tempo na casa de banho antes de ir para o buffet. Assim, parecerá que veio de dentro do edifício e que pertence àquele local.

@type_bay #unemployed tok hello it’s me again 🙂 I am using my #platform to try and get free food lmao xoxo #fyp #newyorkcity I got #fired for using a fake accent 🙁 #hotelbreakfast #foryoupage #bagel #jokes ♬ Espresso – Sabrina Carpenter

De acordo com o especialista em hotelaria Kenneth Free, presidente da Straightline Hospitality, a estrutura destes buffets de pequeno-almoço dificulta a fiscalização.

“Como a maioria dos pequenos-almoços gratuitos são oferecidos em hotéis mais pequenos e com serviços limitados, geralmente não há pessoal suficiente para fiscalizar rigorosamente se os clientes que tomam o pequeno-almoço são realmente hóspedes do hotel”, explicou Free à Fox News.

Os profissionais do setor alertam que o impacto vai além de algumas refeições gratuitas. A utilização não autorizada das comodidades do hotel pode gerar dificuldades financeiras, levando os hotéis a reduzir custos, a cortar na qualidade da comida ou até mesmo a aumentar as tarifas diárias. “Quando as pessoas se aproveitam, isso acaba por afetar a experiência dos hóspedes legítimos”, observou Free.

Os hotéis também enfrentam um equilíbrio delicado entre a segurança e a experiência do hóspede, com os controlos rigorosos a poderem fazer com que os hóspedes se sintam desconfortáveis. “Não se quer que os hóspedes se sintam interrogados antes do pequeno-almoço, mas se qualquer pessoa pode entrar, isso afeta toda a gente”, explica a especialista em viagens Sarah Dandashy, criadora da marca Ask a Concierge.

Embora os hotéis ainda não tenham anunciado mudanças generalizadas nas suas políticas, os especialistas sugerem que a sensibilização do pessoal e uma monitorização discreta podem ser a resposta mais prática.


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