HeungSoon / Pixabay

Ensaio clínico foi realizado em quase 10 mil europeus e americanos. A vacina é da Pfizer e da Valneva. Doença é transmitida por carraças.

A vacina experimental contra a doença de Lyme desenvolvida pela Pfizer e pela Valneva apresentou resultados considerados promissores num ensaio clínico de fase avançada, ao demonstrar uma eficácia de 73,2% na prevenção de casos confirmados da infeção.

Segundo as empresas, o candidato vacinal PF-07307405 foi testado em cerca de 9400 participantes saudáveis, com cinco ou mais anos, recrutados em regiões endémicas da Europa, do Canadá e dos Estados Unidos.

A doença de Lyme é uma infeção bacteriana transmitida pela picada de carraças infetadas e pode provocar febre, dores de cabeça, fadiga e uma erupção cutânea característica, conhecida como eritema migrans.

Em alguns casos, a infeção pode ter consequências mais prolongadas e perturbadoras para a vida quotidiana e para a saúde.

Não há qualquer vacina aprovada para uso humano contra esta doença.

De acordo com os dados divulgados, a eficácia da vacina foi medida 28 dias após a quarta dose, destaca o Euronews.

As farmacêuticas sublinham ainda que o produto foi bem tolerado e que, até ao momento da análise, não foram identificados problemas de segurança relevantes.

O PF-07307405 é, neste momento, o candidato a vacina contra a doença de Lyme em fase mais adiantada de desenvolvimento clínico, com dois ensaios de fase 3 já concluídos.

O percurso até estes resultados, porém, não foi linear. Numa primeira análise intercalar, o ensaio não atingiu plenamente um dos critérios estatísticos habitualmente exigidos para aprovação regulatória, devido ao número de casos ter sido inferior ao esperado.

Numa segunda análise, contudo, o limite inferior do intervalo de confiança a 95% subiu para 21,7%, acima do patamar de 20% geralmente considerado necessário. Com estes resultados, a Pfizer prepara agora pedidos de autorização junto das autoridades reguladoras.


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