Elio, de 13 anos, é, segundo a imprensa francesa, filho de Audrey Cavalié, 40 anos, e de Cédric Prizzon, detido pela GNR durante uma operação de fiscalização realizada em localidade de Longroiva, na Mêda, na Guarda. A criança seguia, tal como a meia-irmã, com menos de dois anos, no carro do pai e, quando o suspeito foi detido, também foi levado para o posto da GNR.

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Nas instalações policiais, e logo que o Sistema de Informações Shengen indicou que o ex-polícia francês era procurado por sequestro e homicídio, a criança foi ouvida pelos inspetores da Polícia Judiciária, entretanto acionados. De forma calma, durante muito tempo e em francês, os inspetores foram ganhando a confiança de Elio e, ainda na noite de terça-feira, a criança revelou várias informações sobre o crime, incluindo sobre o sítio onde o corpo da mãe tinha sido enterrado.

O rapaz indicou vários pormenores que permitiram à Polícia Judiciária chegar junto às antigas antenas parabólicas da RTP instaladas na Serra da Nogueira, em Bragança, e aí, já na manhã desta quarta-feira, descobrir os cadáveres.

“Ainda durante a noite de ontem [terça-feira], a Polícia Judiciária obteve robustos elementos de prova que, durante a manhã de hoje, permitiram localizar dois corpos, presumivelmente da companheira e a ex-companheira do referido cidadão, enterradas em local ermo, cuja diligência foi presidida pelo procurador titular da ação penal”, descreve um comunicado da Judiciária.