Europa no vermelho com Stoxx 600 a apagar ganhos do ano. Boliden afunda 17%
Os principais índices europeus negoceiam em baixa, com a incerteza em torno das negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão a levar a um aumento dos preços do crude, fator que está a abalar o apetite pelo risco durante a sessão desta quinta-feira.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cai 1,28%, para os 579,95 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 1,57%, o espanhol IBEX 35 recua 1,09%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,31%, o francês CAC-40 cede 0,94%, ao passo que o neerlandês AEX cai 1,23% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 1,24%.
O “benchmark” do Velho Continente apagou as valorizações que registava desde o início de janeiro e negoceia agora em terreno negativo no conjunto deste ano, registando perdas de 2% desde o arranque de 2026. As ações da região têm sido mais fortemente afetadas do que as suas congéneres norte-americanas, devido à dependência que a Europa tem de importações de petróleo e gás.
O conflito não dá, para já, quaisquer sinais de abrandamento, com Teerão a continuar a rejeitar publicamente as propostas de negociação dos EUA, mesmo com a Casa Branca a insistir que as negociações de paz estão já em curso, com ataques de uma e outra parte a não parecerem abrandar.
“À medida que o tempo passa, as reservas vão esgotando-se”, disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin. “Mais algumas semanas de custos energéticos elevados deverão pesar cada vez mais sobre o crescimento da indústria transformadora na Europa”, acrescentou.
Nesta medida, os setores mais pressionados nesta manhã são o dos recursos naturais (-4,01%), o tecnológico (-2,48%) e o aeroespacial e da defesa (-2,40%).
Quanto aos movimentos do mercado, a Boliden tomba mais de 17,50% depois de ter anunciado que uma das suas minas de zinco só tinha garantida a operação a 30% da capacidade a partir do segundo trimestre. Já a empresa de pagamentos Edenred cai quase 15%, depois de a Autoridade Italiana da Concorrência ter lançado uma investigação sobre um potencial abuso de posição dominante na prestação de vales-refeição por parte da empresa.