Há muito que as artérias críticas para o comércio global têm estado no centro de várias disputas internacionais. Desde a nacionalização do canal do Suez, que deixou o Egito na mira de Israel, Inglaterra e França, até à intervenção dos norte-americanos para garantir a soberania sobre o canal do Panamá, os países têm-se desdobrado em esforços para assegurar a passagem de mercadorias por estes pontos essenciais. Desta vez, é o estreito de Ormuz que está no “olho do furacão”. O Irão continua determinado em usar esta via marítima como uma arma de negociação, mas começa agora a explorar utilizá-la como uma forma de financiar os custos da guerra.