Desde janeiro, é raro o dia em que o IPO de Lisboa não pede medicamentos a outras unidades de saúde. Na lista de quarta-feira, a que a RTP teve acesso, são 17, desde paracetamol a medicamentos para o cancro.
Os profissionais denunciam haver já racionamento de tratamentos, mas à RTP a instituição garante não haver qualquer interrupção e que estes pedidos acontecem entre unidades da rede, com o IPO a emprestar também até a privados.

“Os empréstimos entre unidades de saúde do SNS constituem um mecanismo pontual sempre que existe a necessidade de antecipar potenciais problemas de disponibilidade, decorrentes de diversos fatores”, garantiu.“Assim, um pedido dirigido a outra instituição não traduz uma situação de rutura de medicamento ou falha assistencial, mas uma gestão preventiva de necessidades enquanto se assegura o reforço de stock”.
Também em declarações à RTP, responsáveis das unidades locais de Saúde lembram que sem compras centralizadas não há previsibilidade e as aquisições são afinal mais pequenas e mais caras. Já a direção dos Serviços Partilhados esclarece que está em funções há apenas 26 dias úteis, com a central de compras a manter a mesma equipa.