Num vídeo publicado na rede social X, o porta-voz huti Yahya Saree disse que os rebeldes iemenitas lançaram mísseis contra instalações militares hebraicas. Horas antes, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter “identificado o lançamento de um míssil do Iémen em direção ao território israelita”. “Sistemas de defesa aérea estão a operar para intercetar a ameaça”, indicaram os militares israelitas, tendo a Imprensa do país noticiado posteriormente que o equipamento foi abatido e não houve danos ou feridos.
A entrada no conflito por parte do grupo do Iémen, que controla o Oeste do país, incluindo a capital Sanaa, ocorreu um dia após a divulgação de uma ameaça. “Afirmamos que os nossos dedos estão no gatilho para uma intervenção militar direta”, frisaram os hutis, alertando que agiriam caso outras nações se juntassem à luta dos EUA e de Israel ou caso o mar Vermelho fosse utilizado para “operações hostis”.
Durante a guerra em Gaza, em solidariedade com os palestinianos, os hutis, apoiados pelo Irão, atacaram, no mar Vermelho, vários navios comerciais com ligações a Israel. No atual conflito, tal manobra não foi utilizada ainda, mas há preocupações sobre o impacto económico numa região já em alerta com o encerramento do estreito de Ormuz e do Golfo Pérsico. A Arábia Saudita, por exemplo, tinha redirecionado grande parte das exportações de petróleo para o porto de Yanbu.
Assassinatos israelitas

Um capacete de Imprensa queimado ao lado de um veículo que transportava jornalistas, destruído por um ataque israelita (Foto: EPA)
As FDI mataram três jornalistas em Jezzine, no Sul do Líbano: Ali Shoeib, da estação Al Manar, Fatima Ftouni e o irmão, repórter de imagem, ambos do canal Al Mayadeen. Segundo os israelitas, Shoeib “atuava no seio da organização terrorista Hezbollah sob o disfarce de jornalista” e “mantinha contacto direto” com membros do grupo islamita.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os assassinatos, classificando-os como “um crime flagrante que viola todas as normas e tratados que garantem proteção internacional aos jornalistas em tempo de guerra”.
Israel não poupou também nove socorristas, que foram mortos este sábado no Sul do Líbano. Já são 51 pessoas do setor da saúde a morrerem desde o início do conflito, incluindo 46 paramédicos e cinco outros profissionais, informou Beirute.