O 2 de abril de 1976 não fica só marcado na História de Portugal como o dia em que foi aprovada a Constituição da República Portuguesa. Naquela noite, há 50 anos, acontecia o duplo homicídio que mudou a forma como a igreja e o país olhavam para os atentados bombistas da época. As mortes do padre Maximino Sousa e Maria de Lurdes Correia, às mãos das bombas da extrema-direita, nunca tiveram culpados na justiça. Porém, uma confissão de 2014 feita por um dos bombistas revela como tudo aconteceu e que foi um segurança do deputado Galvão de Melo, do CDS, a contratar dois dos cinco mercenários que executaram o crime.