Segundo o novo livro do historiador e biógrafo da realeza Hugo Vickers, “Queen Elizabeth II” , Filipe foi diagnosticado com cancro aos 91 anos. Foi hospitalizado dois anos antes devido a uma artéria coronária obstruída e tratado numa clínica particular em 2013. Os médicos detetaram uma “sombra” no pâncreas e descobriram que tinha um cancro pancreático inoperável após submeter-se a uma cirurgia exploratória.
O duque de Edimburgo morreu oito anos depois, em abril de 2021, após receber alta do hospital na sequência de um procedimento para tratar uma condição cardíaca pré-existente. A causa oficial da morte foi “velhice”.
“Na última noite da sua vida, despistou as enfermeiras, caminhou a arrastar os pés pelo corredor com o andarilho, serviu-se de uma cerveja e bebeu-a. Na manhã seguinte, levantou-se, tomou um banho, disse que não se sentia bem e saiu discretamente. A essa altura, já convivia com o cancro no pâncreas há quase oito anos – muito mais tempo do que o tempo de sobrevivência usual após o diagnóstico”, escreveu Vickers.
O mesmo livro revela, segundo o jornal britânico “The Independent”, que o falecido príncipe não queria chegar aos 100 anos, pois não gostava da pompa de tais eventos.
O filho mais velho de Filipe, o rei Carlos III, foi diagnosticado com cancro em fevereiro de 2024 e está em tratamento. O Palácio de Buckingham não divulgou o tipo de cancro, mas confirmou que não se trata de cancro da próstata.