Num vídeo publicado nas redes sociais, a canadiana de 58 anos disse aos fãs que o seu estado clínico melhorou e que vai realizar uma série de concertos em Paris a partir de setembro. “Este ano, estou a receber o melhor presente de aniversário da minha vida. Terei a hipótese de vos ver, de atuar mais uma vez”, disse. “Quero que saibam que estou ótima, a cuidar da minha saúde e a sentir-me bem.”
Dion disse aos fãs que continua a sentir o seu apoio, apesar dos anos afastada dos palcos. “Mesmo nos meus momentos mais difíceis, vocês estiveram ao meu lado. Ajudaram-me de formas que nem consigo descrever, e estou realmente muito grata por ter o vosso apoio”, disse, descrevendo que agora estava a “cantar novamente, até a dançar um pouco”.
Dion vai dar 10 concertos ao longo de cinco semanas na Arena La Défense, em Paris, a partir de 12 de setembro.
A cantora revelou pela primeira vez em dezembro de 2022 que tinha sido diagnosticada com Síndrome da Pessoa Rígida, uma doença autoimune incurável. A estrela nascida no Quebeque foi obrigada a cancelar o resto dos concertos por tempo indeterminado. O tratamento pode ajudar a aliviar os sintomas da doença, que pode causar rigidez muscular no tronco, braços e pernas.
O documentário de 2024 “I Am: Céline Dion” ofereceu um olhar íntimo sobre a carreira da carismática artista e a intensidade da dor causada pela doença, incluindo uma convulsão.
Apesar do diagnóstico, Dion jurou que iria lutar para voltar aos palcos. “Não estou morta”, disse a cantora à AFP em 2024, na passadeira vermelha antes da estreia do documentário.
Mais tarde, nesse ano, Dion cantou na Torre Eiffel na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, enquanto os atletas navegavam pelo rio sob chuva torrencial.
Dion alcançou o estrelato mundial em 1988, representando a Suíça no Festival Eurovisão da Canção, em Dublin. Com apenas 20 anos, cantou “Ne partez pas sans moi” (“Não Partas Sem Mim”), que lhe valeu o prémio. No ano seguinte, Dion abriu o evento na Suíça, país anfitrião, com a sua canção vencedora em francês.
Lançou então o single “Where Does My Heart Beat Now”, anunciando a sua transição para o inglês, o que a levou ao domínio das tabelas musicais globais. Já vendeu mais de 260 milhões de álbuns durante uma carreira que abrange décadas e ganhou cinco Grammys – dois por “My Heart Will Go On”, o êxito do épico “Titanic”, de 1997.