“As empresas que prestam serviços de pronto-socorro rodoviários vêm comunicando à ARAN que, a partir do dia 2 de Abril de 2026, quinta-feira Santa, vão deixar de prestar serviços de longo curso e fora das localidades, designadamente nas autoestradas, SCUTS e vias rápidas, por esses serviços serem mais dispendiosos e aqueles em que o consumo e gasto de combustível é maior”, explica, em comunicado, a associação, que “alerta para o enorme risco de perturbações significativas na circulação rodoviária durante o período da Páscoa”.
“Devido ao forte aumento do preço dos combustíveis, em particular do gasóleo”, a ARAN prevê que “fiquem nas bermas das autoestradas, SCUTS ou vias rápidas cerca de 3000 carros parados por falta de assistência rodoviária através de veículos de pronto-socorro”.
“Nas últimas três semanas, o preço do gasóleo registou uma subida superior a 40 cêntimos, colocando as empresas de assistência em estrada – responsáveis pelo reboque de veículos avariados ou acidentados – numa situação financeira extremamente difícil”, refere a ARAN, explicando que “este aumento abrupto dos custos operacionais está a comprometer a sustentabilidade da atividade destas empresas, que desempenham um papel essencial na segurança rodoviária e no normal funcionamento do trânsito”.
A associação alerta, ainda, que “várias empresas do setor consideram já insustentável manter os níveis de operação atuais” e que, “perante este cenário, prevê-se a redução de frotas e de trabalhadores, o que resultará num aumento significativo dos tempos de resposta nos serviços de pronto-socorro”.