
A cantora norte-americana Billie Eilish
Prenell Rousseau instalava-se sem motivo aparente no alpendre da casa da cantora norte-americana em Los Angeles, onde ficava a ler um livro e a murmurar para si próprio.
O homem que em 2020 foi acusado de perseguição pela cantora norte-americana Billie Eilish morreu subitamente este domingo, pelas 5h00 da manhã, depois de ter sido atropelado por um comboio em Long Island, Nova Iorque.
Prenell Rousseau começou a perseguir Eilish em 2020, na casa da família da cantora, em Los Angeles. Da primeira vez que apareceu, tocou insistentemente à campainha até conseguir que o pai de Eilish lhe falasse através da câmara de vigilância, recorda a Vice.
Apesar de lhe ter sido dito que estava na casa errada, não desistiu. Acabou por regressar mais tarde. nessa mesma noite, mesmo depois de Billie Eilish e a família terem recorrido à sua segurança privada.
Após repetidas aparições de Rousseau nas imediações da casa da popular cantora norte-americana, as autoridades acabaram por intervir, e o homem, então com 30 anos, deixou de representar um problema. Eilish viria entretanto a obter em tribunal uma ordem de restrição de três anos contra o stalker.
De acordo com documentos judiciais citados pela Vice, Rousseau instalava-se sem motivo aparente no alpendre da casa da cantora, onde ficava a ler um livro e a murmurar para si próprio. Além disso, não cumpria quaisquer protocolos da pandemia, surgindo sem máscara e tocando na propriedade sem usar luvas.
Este não foi o único episódio de Billie Eilish com perseguidores perturbadores. Segundo noticiou o LA Times em 2023, a cantora obteve também outra ordem de restrição contra Shawn Christopher McIntyre, de 53 anos.
Ao longo de vários meses, McIntyre enviou centenas de mensagens a Eilish e à sua família, revelando uma obsessão amorosa pela artista e fazendo ameaças violentas ao seu irmão, Finneas.
A certa altura, McIntyre conseguiu identificar a morada da cantora e agiu de forma semelhante à de Prenell Rousseau.
“Recebi uma notificação de que estava alguém no exterior da minha residência e de que tinha tocado várias vezes no intercomunicador”, escreveu Billie Eilish no processo citado pelo LA Times.
“Consegui ver, através de uma câmara que captava o exterior da minha casa, o indivíduo a vaguear em frente ao portão de acesso da entrada, a falar ao telefone e, por fim, a sentar-se diante desse mesmo portão”, contou a cantora.
O tribunal determinou na altura que o perseguidor se mantivesse a pelo menos 90 metros de distância da cantora, da família dela e da amiga Zoe.