Com a Artemis II, a NASA quer preparar o caminho para o regresso da humanidade à Lua, mais de meio século depois da última missão Apollo. Os últimos preparativos estão em curso para o lançamento. Caso não seja possível avançar amanhã, a janela de lançamento está aberta até ao dia 6 de abril, com mais…
Depois de vários adiamentos devido a problemas técnicos e ao mau tempo, a contagem decrescente para a missão Artemis II está em curso. Se tudo correr como planeado, o foguetão SLS (Space Launch System) vai partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, já amanhã, dando “boleia” à primeira missão tripulada do programa de exploração lunar da NASA.
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O lançamento, que pode ser acompanhado através de uma transmissão ao vivo no canal de YouTube da NASA, está previsto para as 18h24 locais (23h24 na hora de Lisboa). Segundo a agência espacial, a previsão do tempo para o dia do lançamento aponta para uma possibilidade de 80% de condições favoráveis.
Caso não seja possível avançar amanhã, a janela de lançamento está aberta até ao dia 6 de abril. A partir desta data, a próxima oportunidade de partida da missão ocorre apenas a 30 de abril.
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Ao longo das últimas semanas, as equipas da NASA reforçaram os preparativos para o lançamento. Com a contagem decrescente em curso, os especialistas estão a fazer as últimas verificações a todos os sistemas do foguetão SLS, explica a agência em comunicado.
A tripulação, composta por Reid Wiseman, Victor Glover, e Christina Koch da NASA, acompanhados por Jeremy Hansen, astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA, na sigla em inglês), está a cumprir o habitual período de quarentena que antecede o voo e a fazer os últimos exames médicos antes de entrarem na cápsula Orion, também usada na Artemis I.
Com uma duração prevista de 10 dias, e com uma agenda “cheia”, a Artemis II vai orbitar a Lua uma vez antes de regressar à Terra. A missão servirá para realizar várias experiências e testes, em particular, no que toca às condições de segurança e ao impacto na saúde e bem-estar dos astronautas de uma viagem tão distante.
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A Artemis II representa um dos mais exigentes testes tanto à cápsula Orion como ao foguetão SLS, com vista ao regresso da humanidade à Lua, uma etapa que está agora prevista para 2028 com a missão Artemis IV.
Recorde-se que foi com a Apollo 11 e com os seus três tripulantes Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins que a humanidade conseguiu chegar à Lua pela primeira vez, a 20 de julho de 1969. Depois da Apollo 11, visitaram a Lua mais seis missões. A Apollo 17, lançada a 7 de dezembro de 1972, foi a última.
A nova “corrida” à Lua
Inicialmente, a NASA previa o regresso de astronautas à Lua com a missão Artemis III. No entanto, a agência espacial decidiu fazer mudanças significativas ao programa.
A terceira missão do programa vai testar os “sistemas e capacidades operacionais na órbita baixa da Terra”, preparando o caminho para a Artemis IV, que marcará o regresso de astronautas à Lua.
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A NASA previa o regresso de astronautas à Lua com a missão Artemis III. No entanto, a agência espacial decidiu…
A nova versão da Artemis III servirá para testar, por exemplo, as naves que estão a ser desenvolvidas pela SpaceX e pela Blue Origin (Starship e Blue Moon, respetivamente) para transportar os astronautas para a superfície lunar.
Estão ainda previstos testes em órbita de sistemas de comunicações e propulsão, bem como dos novos fatos para os astronautas. As mudanças ao programa envolvem também uma maior padronização das naves que serão utilizadas, assim como aumentar a frequência das missões à Lua.
Se tudo correr como planeado, a NASA espera levar, pelo menos, uma missão à superfície da Lua por ano a partir da Artemis IV.

As mudanças ocorrem numa altura em que a China ambiciona chegar à superfície lunar antes de 2030. Para não ficar em segundo lugar nesta nova corrida ao Espaço, a NASA anunciou recentemente um novo plano, chamado Ignition, com a agência a comprometer-se a acelerar o programa Artemis e a construir uma base na Lua.
“A NASA está empenhada em alcançar mais uma vez o quase impossível: regressar à Lua antes do fim do mandato do Presidente Trump, construir uma base lunar, estabelecer uma presença permanente e realizar as restantes ações necessárias para garantir a liderança americana no Espaço”, defendeu Jared Isaacman, administrador da NASA.
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