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As coisas estavam a correr quase demasiado bem.
A NASA acabou de revelar que está a acompanhar um novo problema: uma questão não divulgada relacionada com o sistema de terminação de voo do Space Launch System.
O problema surge da “range”, que é um termo usado para descrever a supervisão de segurança durante e após a descolagem. Esta é supervisionada pela Space Force.
O sistema de terminação de voo é essencialmente uma função de autodestruição que faria explodir o foguetão se este avariar e começar a desviar-se numa direção perigosa.
Este tipo de características de emergência é instalado em todos os foguetões modernos. E, na verdade, já foram bastante utilizadas, especialmente em protótipos de foguetões e veículos de lançamento recém-lançados construídos pelo setor privado. Protótipos do foguetão Starship da SpaceX, por exemplo, tiveram de ativar os sistemas de terminação de voo durante voos de teste que correram mal.
A funcionalidade garante que os foguetões não permanecem intactos enquanto se desviam do trajecto, o que poderia representar um risco para pessoas ou bens. Basicamente, é melhor fazê-lo explodir em pedaços do que arriscar um acidente mortal.
Para registo: num cenário destes, a cápsula Orion provavelmente ativaria a sua função de aborto de emergência, afastando os astronautas do foguetão com avaria e em direção à segurança.
O foguetão SLS não pode ser lançado se o sistema de terminação de voo não estiver a funcionar. Mas um porta-voz da NASA disse que as equipas da missão estão a resolver o problema, chegando mesmo a analisar hardware antigo do Shuttle para ver se conseguem encontrar uma solução.