A Anvisa esclarece que a informação é enganosa. Ela cita que o próprio corpo humano produz formaldeído como parte do metabolismo das células. “O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina.”

“O formaldeído só é considerado cancerígeno em exposições industriais altas e prolongadas. Nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para inativar o vírus, sendo incapaz de causar leucemia ou outros tumores”, adiciona.

A Anvisa ainda destaca que monitora de forma contínua a segurança das vacinas. “O risco real não está nos componentes do imunizante, mas sim nas complicações da gripe, que podem evoluir para pneumonia e óbito.”

Em reportagem recente do Estadão, Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), destaca que, embora existam grupos de alto risco, desfechos graves podem acontecer com qualquer pessoa.

A vacina influenza trivalente é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é indicada, prioritariamente, para crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes.

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema vacinal para crianças de 6 meses a 8 anos depende do histórico de vacinação. Quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose. Quem ainda não foi precisa tomar duas, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.