Os robôs humanoides continuam a evoluir a um ritmo impressionante e há um novo desenvolvimento a chamar a atenção, especialmente nas redes sociais. A startup Mind On decidiu mudar o “cérebro” do robô G1, da Unitree Robotics, melhorando significativamente as suas já notáveis capacidades.

O robô humanoide G1, da Unitree Robotics, já era conhecido pela sua capacidade de locomoção, equilíbrio e precisão, graças a algoritmos sofisticados.

No entanto, a startup Mind On, baseada em Shenzhen, foi mais longe ao introduzir um sistema que funciona como um verdadeiro “cérebro digital”.

O novo controlo permite ao robô adaptar-se ao ambiente em tempo real, aprender através da observação e executar tarefas completas, em vez de ações isoladas. Na prática, deixa de seguir apenas instruções rígidas e passa a interpretar objetivos.

Nas demonstrações divulgadas, especialmente através das redes sociais, o humanoide mostra-se capaz de realizar várias tarefas do dia a dia. Entre elas, regar plantas, abrir cortinas, limpar superfícies e transportar objetos.

No vídeo, o robô humanoide é visto a subir a uma cama para aspirar o colchão, a regar plantas, abrir cortinas, limpar espaços e mover objetos de forma independente.

Um dos aspetos mais relevantes é que estas ações são realizadas com autonomia, sem necessidade de controlo humano direto em tempo real, o que representa um salto significativo face a muitas soluções anteriores.

Segundo Onur Sezgin, fundador da CTO ROBOTICS Media, uma plataforma global de media digital dedicada à robótica, este robô humanoide modificado “reflete uma mudança fundamental: de robôs controlados remotamente para autonomia ao nível da tarefa”.

O G1, da Unitree Robotics, é um robô humanoide compacto, com cerca de 1,3 metros de altura, desenvolvido para mobilidade e manipulação com recurso a Inteligência Artificial (IA). Está equipado com dezenas de articulações, sensores e câmaras 3D, bem como mãos com controlo de força que permitem interagir com objetos com precisão. Destaca-se pela agilidade e pela capacidade de aprender movimentos através de IA.

Robôs humanoides estão ainda longe de serem irrepreensíveis

Apesar dos avanços, ainda há limitações importantes a considerar. Desde logo, o facto de as demonstrações decorrerem em ambientes controlados, longe da complexidade e imprevisibilidade do mundo real.

Além disso, a fiabilidade, a interação com pessoas e a capacidade de lidar com situações inesperadas ainda precisam de evoluir antes de estes robôs chegarem ao uso doméstico generalizado.

Este desenvolvimento mostra, no entanto, o caminho que a robótica humanoide está a seguir e as potencialidades destas máquinas.