Após anos afastada dos palcos, Céline Dion confirmou seu retorno com uma série de shows em Paris e revelou em detalhes a batalha contra a síndrome da pessoa rígida, condição neurológica rara que afeta cerca de uma em cada um milhão de pessoas.
A cantora canadense foi diagnosticada em agosto de 2022 e, desde então, sua rotina mudou completamente em decorrência dos sintomas da condição que provoca rigidez muscular, espasmos, dores intensas e limitações severas nos movimentos, podendo até deslocar articulações. No caso dela, os sintomas impactaram diretamente sua capacidade de cantar e se apresentar.
Sintomas começaram anos antes do diagnóstico
Embora o diagnóstico tenha sido confirmado em 2022, Céline revelou que já convivia com sinais da doença há quase duas décadas, enfrentando dificuldades para respirar, caminhar e controlar a voz enquanto continuava trabalhando intensamente.
Com o agravamento do quadro, os espasmos se tornaram frequentes e ela precisou cancelar shows e adiar turnês a partir de 2021. “Foi uma luta. Eu não conseguia mais viver normalmente“, relatou em entrevistas.
Desde então, a cantora segue um tratamento rigoroso que inclui medicamentos, fisioterapia, terapia vocal e imunoterapia, uma rotina que ela própria compara a um trabalho em tempo integral. Em depoimentos, Céline contou que chegou a ter dificuldades para andar e que o processo afetou profundamente sua vida em família.
Mãe de três filhos, ela descreveu a necessidade de tranquilizá-los diante da situação: “Eu disse a eles que eu tenho uma condição, mas não vou morrer. É algo com que vou aprender a viver.” A doença também trouxe crises em que o corpo ficava completamente rígido e episódios que ela descreveu como a sensação de estar sendo “estrangulada” ao tentar cantar.
Volta oficial de Céline Dion aos palcos já tem data
Mesmo afastada, Céline fez aparições públicas importantes ao longo do período, participou do Grammy em 2024 e se apresentou na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris, seu primeiro show desde o diagnóstico. No mesmo ano, lançou o documentário I Am: Céline Dion, no qual detalha os desafios físicos e emocionais enfrentados após o diagnóstico
Em março de 2026, a cantora confirmou uma série de 10 shows em Paris, com estreia prevista para setembro, anúncio feito em seu aniversário de 58 anos. “Estou me sentindo bem, forte e pronta“, declarou.
Apesar de a síndrome não ter cura, Céline segue em acompanhamento médico e afirma ter conseguido controlar os sintomas e retomar atividades gradualmente, incluindo o canto. O retorno aos palcos marca uma nova fase após anos de incerteza e adaptações na vida pessoal e profissional.
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Izabella Nicolau é repórter de conteúdo do site CARAS. Formada em jornalismo, já passou por sites como Observatório do Cinema e Ultraverso. Escreve sobre cultura, entretenimento e celebridades.