A crise energética pode prolongar-se?

É o receio de governantes e analistas, mesmo que a guerra acabe em breve. Christine Lagarde, do BCE, avisou que os efeitos – abastecimento e preços -, podem durar anos. O chanceler alemão, Friederich Merz, diz que será igual à covid-19 e à Ucrânia.

Que medidas são recomendadas?

A Comissão Europeia, após reunião dos ministros da Energia, recomenda o recurso ao teletrabalho, redução da velocidade na estrada, suspensão de viagens longas e uso dos transportes públicos.

Como está a reagir Portugal?

Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, lembra que Portugal tem grandes recursos nas renováveis, mas alinha na prudência: “Se o preço está caro e há incerteza em termos de abastecimento, o que temos a fazer é poupar energia”.

Há países que já tomaram decisões?

Na UE, a Eslovénia e a Lituânia já avançaram no racionamento do combustível e na redução para metade dos preços dos transportes públicos. Na Ásia, o impacto é maior e vários países limitam a compra de combustível. O regresso ao carvão é outra consequência.