De acordo com a CNN Internacional, a queda do cacau, após máximos históricos em 2024, ainda não teve impacto no consumidor final devido a contratos antigos e ao tempo necessário para escoar stocks acumulados a preços elevados.

A este atraso juntam-se custos de produção que continuam elevados, nomeadamente energia, transporte e embalagens, fatores que ajudam a explicar por que razão os preços se mantêm altos apesar da descida da matéria-prima.

As empresas têm também ajustado estratégias, reduzindo quantidades ou alterando formatos – um fenómeno conhecido como “shrinkflation” – mantendo ou até aumentando preços para compensar os custos.

Procura estável

Apesar disso, a procura mantém-se estável, sobretudo em períodos de maior consumo sazonal, o que permite ao setor preservar margens e adiar descidas de preços.

Analistas admitem que o impacto da queda do cacau só deverá começar a sentir-se ao longo dos próximos meses, à medida que novos contratos de fornecimento entrem em vigor e substituam os atuais.

A evolução dos preços dependerá ainda das colheitas nos principais países produtores, como Costa do Marfim e Gana, onde fatores climáticos e instabilidade têm condicionado a produção e contribuído para a volatilidade do mercado.