Em comunicado, a ASAE revelou que “foram instaurados dez processos-crime pela prática de ilícitos contra a saúde pública, nomeadamente por abate clandestino, bem como um processo-crime por posse de arma de fogo sem licença”. A carne apreendida consistia maioritariamente em ovinos e caprinos, com destaque para duas carcaças de equídeos.
Os matadouros ilegais tinham “fortes ligações a estabelecimentos de restauração e de comércio de carnes”, alertou a autoridade, que reforçou a existência de risco para a saúde pública associado ao consumo de produtos provenientes de circuitos não controlados.
Segundo a ASAE, “a compra e o consumo de produtos cárneos provenientes de circuitos não controlados representam um sério risco para a saúde pública, uma vez que os produtos não são submetidos às necessárias inspeções sanitárias e avaliação por médicos veterinários, não existindo quaisquer garantias quanto à sua segurança ou à ausência de doenças zoonóticas transmissíveis ao ser humano”.