“O Irão na sua totalidade poderia ser destruído numa única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, ameaçou Donald Trump esta segunda-feira, numa conferência de imprensa na Casa Branca.

Questionado sobre a possibilidade de os ataques a infraestruturas civis representarem crimes de guerra, Trump afirmou não se “preocupar” e garantiu que a operação militar norte-americana contava com o apoio da população iraniana.

Os iranianos “estarão dispostos a sofrer para ter a liberdade”, declarou Donald Trump, garantindo haver apoio dentro do país à continuação dos bombardeamentos.

Trump classificou hoje como um “passo muito significativo” a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão apresentada por países mediadores, embora insista que ainda é insuficiente.

“Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo”, afirmou Trump à margem de uma cerimónia de Páscoa na Casa Branca, em Washington.

Horas antes, a Casa Branca (presidência norte-americana) tinha confirmado que mediadores internacionais propuseram uma trégua temporária no conflito com o Irão, mas salientou que o Presidente dos Estados Unidos não endossou formalmente a iniciativa.

“É apenas uma ideia entre muitas, e o Presidente não a endossou. A operação militar continua”, declarou um alto responsável norte-americano, referindo-se à ofensiva em curso, designada “Operação Fúria Épica”.

Segundo o portal norte-americano Axios, a proposta foi apresentada por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia e prevê uma pausa de 45 dias nas hostilidades para permitir negociações diplomáticas.

O plano inclui uma primeira fase de cessar-fogo temporário, passível de prorrogação, seguida de negociações destinadas a alcançar um acordo de paz duradouro entre Washington e Teerão.

Apesar de reconhecer a relevância da proposta, Trump não indicou qualquer compromisso imediato com a sua implementação, mantendo em aberto a continuidade das operações militares.

Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que já causou mais de três mil mortos na região do Golfo.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.

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