O alerta foi dado às 9.20 horas desta quarta-feira. Ao local acorreram meios da Polícia Marítima de Cascais, INEM, PSP, bem como os Bombeiros do Estoril e Cascais. A vítima caiu numa zona de impossível acesso por escalada ou por mar e, após a avaliação pelos meios de resgate e socorro, foi necessária a ativação do helicóptero da Força Aérea Portuguesa Koala, sediado em Beja.

O helicóptero chegou ao local perto das 11 horas e o resgate por ar acabou por acontecer às 11.25 horas. A vítima foi estabilizada em terra por socorristas do INEM e transportada para o Hospital de Cascais. As autoridades vão investigar o que esteve na origem da queda. As primeiras diligências apontam para um cenário de acidente, sem envolvimento de terceiros.

A Boca do Inferno é um marco turístico de Cascais, caracterizada como um arco rochoso esculpido pelo mar, onde as ondas do Oceano Atlântico entram com bastante intensidade. Existem, ao longo do espaço, passadiços e miradouros para turistas.

Foto: Autoridade Marítima Nacional

Ao longo dos anos, foram registadas várias mortes por quedas na Boca do Inferno. Em 2022, Gonçalo Trindade, pescador de 49 anos, morreu após uma queda na sequência de uma discussão com outro pescador. Este viria a ser julgado pelo crime, mas absolvido por dúvidas sobre se empurrou Gonçalo ou se este escorregou. Também em 2022, dois irmãos caíram, tendo um deles, com 22 anos, acabado por morrer. Já em 2024, uma turista foi resgatada por populares com vida após uma queda no mesmo local.