Fundada em 1870, em Mozelos, Santa Maria da Feira, sendo atualmente liderada pela quarta geração da família Amorim, tornou-se o maior grupo de transformação de cortiça do mundo, com uma faturação de 861 milhões de euros no último exercício e exportações para mais de 100 países.


Cerca de 5,2 mil milhões de rolhas geraram 80% das vendas consolidadas, mas nem só de rolhas vive a Corticeira Amorim.


Assentando a sua atuação em fortes credenciais de sustentabilidade, e desenvolvendo uma atividade com impacto positivo na regulação do clima, a líder mundial do setor disponibiliza um conjunto de soluções, materiais e artigos para algumas das atividades mais tecnológicas, disruptivas e exigentes do globo, como são exemplos as indústrias aeroespacial, automóvel, construção, desporto, energia, design e arquitetura, e vinhos, espumantes e espirituosas.


Os materiais de cortiça são aplicados em comboios, aviões ou navios, aproveitando as suas propriedades de isolamento e leveza.


Ora, após ter integrado a missão Artemis I, a cortiça volta a contribuir de forma determinante para a mais recente missão da NASA – Artemis II – ao ser integrada no sistema de proteção térmica da nave.


“Atuando como material isolante, a cortiça protege estruturas críticas em vários componentes sujeitos a temperaturas extremas durante o voo e assegura a proteção da nave em alguns dos ambientes mais exigentes alguma vez enfrentados”, realça a Corticeira Amorim, em comunicado.


Longe das suas aplicações tradicionais, a cortiça utilizada na indústria aeroespacial é transformada num compósito de elevado desempenho, conhecido no setor como P50.


“Desenvolvido para proteger estruturas críticas durante o lançamento e a reentrada, este material combina um conjunto único de propriedades essenciais: Isolamento térmico em condições de calor extremo; absorção de energia sob esforço mecânico; flexibilidade para adaptação a geometrias complexas; e compatibilidade com sistemas compósitos avançados”, descreve a Corticeira Amorim.


“A presença da cortiça nas missões Artemis I e Artemis II demonstra a sua fiabilidade em alguns dos ambientes mais exigentes alguma vez enfrentados pela engenharia. No setor aeroespacial, a continuidade não é assumida — é conquistada através do desempenho”, afirma António Rios de Amorim, presidente da Corticeira Amorim, considerando que a cortiça “é um exemplo claro de como um material natural, quando combinado com conhecimento e inovação, pode cumprir os mais elevados padrões tecnológicos”.


À medida que as missões espaciais se tornam mais ambiciosas, o papel dos materiais torna-se cada vez mais crítico. “O que estamos a assistir hoje é que a ciência dos materiais deixou de ser uma função de suporte – passou a ser central na forma como estas missões são concebidas e executadas”, sublinha o empresário.


Olhando para o futuro, a Amorim está também a desenvolver novas soluções alinhadas com as necessidades emergentes do setor aeroespacial, “incluindo abordagens mais sustentáveis aos sistemas de proteção térmica”, com Rios de Amorim a observar que “a presença contínua da cortiça neste contexto reflete uma evolução mais profunda”.


Para o líder da líder mundial do setor, “o futuro da engenharia de alta performance dependerá cada vez mais de materiais inspirados na natureza. E se a cortiça consegue responder num ambiente tão complexo e tecnologicamente exigente como o espaço, demonstra o seu potencial para responder a desafios em praticamente qualquer indústria”, afiança Rios de Amorim.