O que era surpreendentemente descartável para alguém, virou uma descoberta valiosa nas mãos de uma moradora de Vila Velha.

A criadora de conteúdo Pri, de 35 anos, viralizou nas redes após mostrar o resgate e a restauração de verdadeiras obras de arte manuais que foram descartadas em ecopontos e ruas da região.

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Ela começou a compartilhar os processos há cerca de três meses e nesse período já encontrou nove obras descartadas. “Fico feliz em encontrar essas peças por saber que elas vão ter uma nova chance de brilhar”, conta.

O QUE VIRALIZOU?

O vídeo mostra o processo de limpeza de quadros em cobre, que estavam bastante deteriorados. Mas o maior impacto veio depois: ao pesquisar a origem, Pri descobriu que algumas das peças tinham assinatura e valor artístico.

Entre os achados, obras atribuídas a diferentes artistas, incluindo peças em cobre repuxado de 1977 assinadas por Ioannis Zavoudakis.

Capixaba encontra obras de arte em lixo em Vila Velha (Foto:Instagram/@privaneio)

Capixaba encontra obras de arte em lixo em Vila Velha (Foto:Acervo pessoal)

Trata-se de um renomado artista plástico e escultor grego, nascido na década de 1940, radicado no Espírito Santo, desde 1976. Ele ficou conhecido por trabalhos importantíssimos no Estado, como a estátua de Iemanjá, na Praia de Camburi e a Cruz Reverente, na Praça do Papa.

“Limpar essas peças não foi só estética, foi um resgate histórico”, destaca.

Pri explica que seu trabalho é cuidadoso e sem intervenções agressivas. “Não faço mudanças significativas. Retiro molduras danificadas, trato a madeira quando possível e faço uma boa limpeza para preservar a obra”, explica.

Além das obras de arte, a criadora de conteúdo também compartilha nas redes diversos móveis e peças que encontra nas ruas, mostrando todo seu processo de transformação e dicas de marcenaria para iniciantes.

Capixaba encontra obras de arte em lixo em Vila Velha (Foto:Acervo pessoal)

REPERCUSSÃO

O conteúdo, que começou como registro pessoal, ultrapassou 2 milhões de visualizações em poucos meses.

Com a visibilidade, vieram também novas oportunidades: doações, parcerias e até pedidos de compra das peças encontradas. A motivação para continuar, segundo ela, vai além da estética. É sobre dar novo significado ao que foi descartado.

 “É um privilégio poder enxergar dignidade onde o mundo viu descarte”, revela.

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