Extinção da Brigada de Trânsito foi muito polémica na altura e fortemente criticada pelas associações profissionais do setor. As funções da BT passaram para a Unidade Nacional de Trânsito
Menos de dois meses depois de tomar posse, o ministro da Administração Interna já escolheu a sinistralidade rodoviária como uma das guerras a combater e esta quarta-feira vai anunciar um pacote de medidas.
A TVI e a CNN Portugal sabem que a mais emblemática de todas é o regresso da Brigada de Trânsito (BT) da GNR, extinta em 2009 pelo Governo de José Sócrates.
Luís Neves prepara-se para anunciar um reforço dos militares afetos à BT e formação específica para quem integrar a brigada, além de um aumento das operações de fiscalização, conhecidas como operações stop.
A extinção da Brigada de Trânsito foi muito polémica na altura e fortemente criticada pelas associações profissionais do setor. As funções da BT passaram para a Unidade Nacional de Trânsito, mas poucos meses depois a TVI reportava um declínio dos meios, com salas de instrução e arquivo transformadas em arrumos e carros-patrulha parados por falta de manutenção. A situação levou mesmo a um protesto silencioso da Guarda, com os militares a fazerem uma greve de zelo às multas.
Uma situação que o MAI quer agora corrigir.
Vêm aí também mais radares de velocidade, de norte a sul do país, incluindo radares de velocidade média. Um dos objetivos é mesmo usar essa forma de controlo nas duas principais autoestradas do país: na A1, entre Lisboa e Porto, e na A2, entre Lisboa e Algarve, e com multas mais pesadas para quem pisar demais no acelerador.
No ano passado, o Estado arrecadou quase 87 milhões de euros em multas de trânsito, mais 22% do que em 2024. Mas boa parte das multas continua a prescrever, por isso o Governo pretende contratar advogados para trabalharem com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) na resposta a impugnações, para reduzir as prescrições.
No Orçamento do Estado para 2026 estava já prevista a transformação digital da ANSR para melhorar a gestão das contraordenações rodoviárias e reduzir 5% o número de processos prescritos.