A vandalização de radares de velocidade está a aumentar em Portugal, com vários equipamentos a serem destruídos por condutores descontentes. A situação tem gerado preocupação junto das autoridades, que veem nestes atos uma ameaça direta à segurança rodoviária.

Condutores chateados estão a destruir radares! Governo vai passar ao "ataque"

Radares estão a ser alvo de danos propositados

De acordo com as informações mais recentes reveladas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, alguns destes radares foram alvo de danos propositados, ficando inoperacionais.

Em Portugal continental e nas ilhas, há 169 locais com radares fixos. Desses, apenas 133 estão a funcionar. Em Lisboa, dos 41 fixos existentes, quase metade estão vandalizados, uns por acidente, [como o da foto] na Avenida de Ceuta, pois houve um condutor que se despistou, há seis meses, e destruiu a caixa onde os cabos são ligados; e outros por puro vandalismo, como são os casos da Avenida Gulbenkian e do Areeiro. Alguns condutores furiosos com alguma multa decidem cortar os cabos, depois pegam fogo à caixa e a seguir colocam uma espuma que é muito difícil de tirar. Mesmo em Entrecampos, onde há sempre gente, fizeram o mesmo

Estes equipamentos são considerados essenciais para o controlo da velocidade e para a redução da sinistralidade nas estradas.

Condutores chateados estão a destruir radares! Governo vai passar ao "ataque"

Perante este cenário, o Governo já reagiu e garante uma resposta firme. A estratégia passa por reforçar a fiscalização e adotar uma política de “tolerância zero” para comportamentos de risco ao volante, incluindo atos de vandalismo contra infraestruturas rodoviárias.

Além disso, deverão ser intensificadas as operações STOP e poderá haver um aumento do número de radares, numa tentativa de dissuadir infrações e garantir maior segurança para todos os utilizadores da via pública.

As autoridades recordam que a destruição destes equipamentos constitui crime e pode resultar em consequências legais graves.