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Gripe, resfriado e alergias estão entre os problemas mais comuns nas estações mais frias
Redação
21 Abr 2026 13:00
Desde a chegada do outono, em 20 de março, e com a proximidade do inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, favorecidas pelo clima mais seco e pelas temperaturas mais baixas.
Segundo o pneumologista Elcio dos Santos Oliveira Vianna, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, as infecções mais frequentes nesse período são resfriado, gripe (influenza) e outras viroses, que podem evoluir para quadros como sinusite, otite, laringite e bronquite.
“A depender do local da infecção, podemos ter diferentes diagnósticos, muitas vezes combinados, como nas traqueobronquites”, explica o médico.
Um fator que agrava esse cenário, especialmente em Ribeirão Preto, são as queimadas. A combinação de fuligem e poeira aumenta a poluição do ar e irrita as vias respiratórias, podendo desencadear crises de rinite, asma e bronquite, além de sintomas em pessoas sem histórico alérgico.
Entre as formas de prevenção, o médico destaca o uso de máscaras em ambientes fechados ou com aglomeração — hábito reforçado durante a pandemia de COVID-19. “A máscara reduz a transmissão de vírus e pode ser usada sem receio em locais com grande circulação de pessoas”, afirma.
Sobre o tratamento, Vianna ressalta que ele varia conforme o diagnóstico. Pacientes com doenças respiratórias crônicas devem manter o uso regular da medicação e seguir orientação médica em caso de piora. Já nos quadros leves, os medicamentos costumam ser indicados para alívio dos sintomas, como antialérgicos.
“A população deve buscar atendimento médico em casos de febre persistente, falta de ar, mal-estar intenso ou presença de sangue no escarro”, orienta.
Foto: Canva