São 12 as propostas que a Ordem dos Médicos (OM) enviou à Direção-Geral da Saúde (DGS) para reforçar a resposta nacional à gripe em 2026-2027, anunciou esta quarta-feira, 22 de abril, a instituição. Entre as propostas está a inclusão da vacina da gripe no Programa Nacional de Vacinação.

A gripe é um fenómeno previsível e não podemos continuar a responder como se fosse uma surpresa anual”, defende o Bastonário da Ordem dos Médicos. “A preparação tem de começar no final da época anterior, com planeamento, avaliação e melhoria contínua”, sublinha Carlos Cortes, em comunicado da OM.

No conjunto de propostas enviadas à DGS, a OMS destaca a inclusão da vacina da gripe no Programa Nacional de Vacinação, “começando pelos grupos prioritários (pessoas com 60 ou mais anos, grávidas, crianças, profissionais de saúde e grupos de risco) com metas de cobertura vacinal superiores a 75% até dezembro, sendo que em 2030 o objetivo deverá ser de 95%”.

Para o bastonário da OM, “a vacinação é uma das ferramentas mais eficazes de saúde pública”, pelo que “a inclusão da vacina da gripe no Programa Nacional de Vacinação é um passo necessário para proteger melhor os mais vulneráveis e aumentar as taxas de imunização”.

A estrutura representativa dos médicos propõe “alargar e integrar os sistemas de vigilância da gripe e de outros vírus respiratórios, incluindo a análise de águas residuais e a articulação com sistemas europeus”, assim como “reforçar a equidade e a segurança, priorizando quem tem maior risco de evolução para a doença e sublinhando o perfil de segurança das vacinas”.

O envolvimento de médicos e outros profissionais de saúde “no ciclo de melhoria continua e na implementação das respostas, reconhecendo o papel central na proximidade aos doentes e na promoção da vacinação” é outra proposta da OM, que sugere alargar a vacinação universal em idade pediátrica, “dada a elevada efetividade da vacina na prevenção de infeção, hospitalização e mortalidade em crianças”.

É também proposto “melhorar a proteção dos mais idosos com vacinas de maior dosagem ou com adjuvantes e avaliar o uso em doentes imunocomprometidos”.