Em causa estão os crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal e branqueamento.
O Tribunal de Matosinhos não ficou com a mínima dúvida quanto a práticas de prostituição no Club 80, em Rio Mau, Vila do Conde. Condenou por isso o gerente do espaço a três anos e nove meses de prisão, pena suspensa pelos crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal e branqueamento.
Terá ainda de pagar 595 mil euros, sendo que já tinha sido apreendido um montante elevado durante as buscas realizadas pelas autoridades. O braço direito do gerente foi também condenado a três anos de prisão, igualmente suspensa.
Ambos ficam proibidos de trabalhar em estabelecimentos noturnos.
As duas mulheres que perfilavam no lote de arguidos foram condenadas a pena suspensa de dois anos por branqueamento. Outros dois arguidos foram ilibados.
A empresa também arguida terá de pagar 30 mil euros de multa.
Em causa estão práticas de prostituição naquele espaço de diversão noturna, entre 2015 e 2019.. O principal arguido foi o único a prestar declarações em julgamento. Assumiu ser responsável pelo espaço e negou práticas de prostituição, mas o depoimento das testemunhas atesta o que ocorria no bar e o sentimento de vergonha de algumas das mulheres que ali trabalhavam não deixou “nenhuma dúvida quanto às práticas sexuais.
Durante o julgamento, só não ficaram provados os factos quanto à angariação de mão de obra ilegal.