Eis a lista longa, que abrange todos os continentes, por ordem alfabética:

Aegean Airlines: A transportadora grega prevê um impacto “notável” nos resultados do primeiro trimestre, devido à suspensão de voos para o Médio Oriente e ao aumento dos preços do combustível.

AirAsia X: A companhia aérea malaia cortou 10% dos voos em todo o grupo e aplicou uma sobretaxa de combustível de cerca de 20% de forma generalizada.

Air Canada: A maior transportadora canadiana vai cortar quatro dos seus 38 voos diários para Nova Iorque, entre 1 de junho e 25 de outubro de 2026, especificamente nas ligações ao JFK.

Air France-KLM: O grupo vai aumentar os preços dos bilhetes de longo curso em 50 euros por viagem de ida e volta. A subsidiária KLM cancelou 160 voos europeus em abril.

Air India: Vai rever a sobretaxa de combustível para um modelo baseado na distância percorrida, em vez de um valor fixo.

Air New Zealand: Uma das primeiras a reagir ao conflito, a companhia aérea vai reduzir voos em maio e junho, aumentar tarifas e já suspendeu as previsões anuais de resultados.

Air Transat: Redução de capacidade de 6% entre maio e outubro, com cortes nas rotas para a Europa e as Caraíbas. Os voos para Cuba permanecem suspensos até outubro.

Akasa Air: A indiana introduziu sobretaxas de combustível entre 199 e 1300 rupias (cerca de 2 a 12 euros) em voos domésticos e internacionais.

Alaska Air: Retirou as previsões de lucro para o ano inteiro e alertou para um impacto severo nos resultados do segundo trimestre.

American Airlines: Aumentou as taxas de bagagem em 10 dólares (o equivalente a 8,55 euros) para a primeira e segunda mala, e em 150 dólares (o equivalente a 128,20) para a terceira, em voos domésticos e internacionais de curto curso. Também reduziu benefícios para passageiros em classe económica.

Asiana Airlines: A companhia aérea sul-coreana vai cortar 22 voos entre abril e julho.

Cathay Pacific: Emitiu obrigações de taxa fixa a três anos no valor de 2,08 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 227 milhões de euros) para reforçar a liquidez.

Cebu Air: A filipina reconhece que o aumento dos preços do combustível é uma “preocupação central” e está a rever estratégias de preços e rotas.

China Eastern Airlines: Aumentou as sobretaxas de combustível nos voos domésticos a partir de 5 de abril: 60 yuans (o equivalente a 7,51 euros) para voos até 800 km e 120 yuans (o equivalente a 15,03 euros) para distâncias superiores.

Delta Air Lines: Vai cortar a capacidade em 3,5% face ao plano inicial, aumentou as taxas de bagagem e suspendeu o crescimento de capacidade no trimestre atual.

EasyJet: Alertou para um prejuízo semestral antes de impostos entre 540 e 560 milhões de libras (cerca de 620 a 645 milhões de euros), incluindo 25 milhões de libras (cerca de 28,8 milhões de euros) em custos extra de combustível só em março.

Frontier Airlines: Está a rever as previsões anuais, uma vez que os preços do combustível aumentaram significativamente desde que as mesmas foram publicadas.

Greater Bay Airlines: Aumentou sobretaxas de combustível na maioria das rotas a partir de 1 de abril, com exceção das ligações à China continental e ao Japão.

Hong Kong Airlines: A companhia aérea aumentou as sobretaxas de combustível em até 35% desde 12 de março, com os maiores aumentos nas rotas para as Maldivas, Bangladesh e Nepal.

IAG (British Airways): O grupo disse, em março, que não planeava aumentar imediatamente os preços dos bilhetes, dado que cobriu grande parte do combustível com hedging de curto e médio prazo.

IndiGo: A maior transportadora indiana introduziu sobretaxas de combustível a partir de 14 de março: 900 rupias (o equivalente a 8,18 euros) para voos para o Médio Oriente e 2300 rupias (o equivalente a 20,89 euros) para a Europa.

JetBlue Airways: A diretora-executiva, Joanna Geraghty, garantiu aos funcionários que a empresa não vai à falência este ano. A transportadora entrou num acordo de financiamento de dívida de 500 milhões de dólares (cerca de 427 milhões de euros).

Korean Air: Entra em “modo de gestão de emergência” a partir deste mês de abril, face ao impacto dos preços do petróleo nos custos operacionais.

Lufthansa: O grupo vai retirar 20.000 voos de curto curso do programa até outubro, o equivalente a 40.000 toneladas métricas de querosene. Vai também imobilizar 27 aviões da subsidiária CityLine mais cedo do que o previsto.

Pakistan International Airlines: Aumentou as tarifas domésticas em 20 dólares (o equivalente a 17,09 euros) e as internacionais em até 100 dólares (o equivalente a 85,45 euros).

Qantas Airways: Adiou uma recompra de ações de 150 milhões de dólares australianos (cerca de 92 milhões de euros) e reviu em alta a estimativa de custos de combustível para o segundo semestre de 2026, passando de 2,5 mil milhões para entre 3,1 e 3,3 mil milhões de dólares australianos (cerca de 1,5 mil milhão de euros para entre 1,9 e 2 mil milhões de euros).

SAS: A escandinava cancelou 1000 voos em abril, depois de já ter cancelado “algumas centenas” em março.

Spirit Airlines: Pediu ao Governo de Trump centenas de milhões de dólares em financiamento de emergência para evitar uma possível liquidação.

Spring Airlines: A low-cost chinesa vai aumentar sobretaxas de combustível nos voos domésticos a partir de 5 de abril.

Southwest Airlines: Prevê lucros abaixo das estimativas no segundo trimestre. Já aumentou as taxas de bagagem em 10 dólares (o equivalente a 8,54 euros), passando para 45 dólares (o equivalente a 38,45 euros) na primeira mala e 55 dólares (o equivalente a 47 euros) na segunda.

TAP Air Portugal: A transportadora nacional reconhece que os aumentos de preços vão mitigar apenas parcialmente o impacto das alterações nos preços do combustível nas receitas.

Thai Airways: Vai aumentar as tarifas entre 10% e 15% para fazer face aos custos do combustível.

TUI: O grupo europeu de aviação e turismo cortou as previsões de lucro para o ano inteiro e suspendeu as orientações de receitas, tendo incorrido em cerca de 40 milhões de euros em custos extra em março.

SunExpress (Turkish Airlines / Lufthansa): A joint venture entre as duas transportadoras vai aplicar uma sobretaxa temporária de 10 euros por passageiro a partir de 1 de maio, nas rotas entre a Turquia e a Europa. A Turkish Airlines decidiu ainda não distribuir dividendos relativos ao lucro de 2025, optando por reter capital.

T’way Air: A low-cost sul-coreana planeia colocar parte dos tripulantes de cabine em licença sem vencimento em maio e junho.

United Airlines: O diretor-executivo Scott Kirby admitiu que os preços dos bilhetes podem ter de subir entre 15% e 20% para compensar o aumento do querosene. A empresa já implementou cinco aumentos de tarifas no primeiro trimestre e estima recuperar entre 40% e 50% do aumento dos custos no segundo trimestre, melhorando progressivamente até ao final do ano.

VietJet: A low-cost vietnamita ajustou a frequência de voos em algumas rotas devido a potenciais escassez de combustível.

Vietnam Airlines: A companhia aérea vai cancelar 23 voos semanais em rotas domésticas a partir de abril e pediu ao governo que elimine o imposto ambiental sobre o querosene.

Virgin Atlantic: Está a acrescentar sobretaxas de combustível às tarifas, mas o diretor-executivo, Corneel Koster, admitiu que a companhia vai continuar a ter dificuldades em regressar à rentabilidade este ano.

Virgin Australia: Prevê um aumento de custos de combustível entre 30 e 40 milhões de dólares australianos (cerca de 18,3 e 24,4 milhões de euros) no segundo semestre do ano fiscal, com uma redução de 1% de capacidade no quarto trimestre.

Volotea: A low-cost espanhola introduziu uma nova política de preços ligada aos custos do combustível, que pode adicionar uma sobretaxa pós-compra de até 14 euros por passageiro, por voo.

WestJet: A canadiana cortou a capacidade de lugares para junho e vai adicionar uma sobretaxa de combustível de 60 dólares canadianos (o equivalente a 37,53 euros) em algumas reservas, combinando também voos para reduzir custos.