Foto: USAF/Tryphena Mayhugh
O Departamento da Força Aérea Americana (USAF) apresentou hoje (21) uma proposta orçamentária de US$ 338,8 bilhões, representando um aumento significativo de recursos com foco em elevar o nível de prontidão, dar continuidade à modernização da frota e reforçar a capacidade de dissuasão diante de ameaças à segurança nacional.
Caso seja aprovada conforme apresentada, a proposta prevê que o orçamento combinado da USAF e da Força Espacial (USSF) para o ano fiscal com início em 1º de outubro cresça US$ 92,5 bilhões em relação ao exercício atual. Do total, US$ 267,7 bilhões seriam destinados à Força Aérea e US$ 71,1 bilhões à Força Espacial, valores que agora serão analisados pelo Congresso americano.
Segundo o secretário da Força Aérea, Troy Meink, a proposta busca equilibrar prioridades operacionais. “O pedido orçamentário do Departamento da Força Aérea para o ano fiscal de 2027 supera a escolha entre modernização e prontidão”, afirmou. “Estamos financiando ambas como prioridades simultâneas para garantir que a força esteja pronta para lutar hoje à noite, amanhã, na próxima semana, no próximo ano e na próxima década.”
Tanto a Casa Branca quanto autoridades do Departamento da Força Aérea defendem que o aumento histórico de gastos é necessário para manter a superioridade dos Estados Unidos nos domínios aéreo e espacial, além de enfrentar os desafios à segurança do território americano.
Entre os principais pontos da proposta está o reforço no investimento para modernização do sistema de dissuasão nuclear baseado em solo Sentinel, além da destinação de US$ 3 bilhões adicionais para acelerar o desenvolvimento do novo caça F-47. O orçamento também prevê US$ 2,7 bilhões, um aumento de US$ 1,7 bilhão, para o programa de aeronaves semi-autônomas conhecido como Collaborative Combat Aircraft, além de US$ 7 bilhões para a continuidade do desenvolvimento do bombardeiro estratégico B-21 Raider.
A proposta inclui ainda US$ 7,4 bilhões (com incremento de US$ 1,1 bilhão) para a aquisição de 38 caças F-35A Lightning II e US$ 3,9 bilhões para a compra de 15 aeronaves de reabastecimento em voo Boeing KC-46A Pegasus. Em linha com o conceito de que a força “treina como luta”, o plano reserva US$ 2 bilhões para exercícios e treinamento, incluindo operações de grande escala envolvendo tanto a Força Aérea quanto a Força Espacial, com o objetivo de testar e validar capacidades em cenários operacionais complexos.
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