As imagens de satélite mostram alguns dos fenómenos naturais impressionantes da Terra. Os cientistas pedem uma chamada de atenção para para cuidar do planeta, destacando que a natureza está a sofrer, afetando milhões de pessoas.

Nunca é demais chamar a atenção para as questões ambientais e o impacto que a humanidade tem no planeta. As alterações climáticas não são um mito, estão a modificar o comportamento sazonal da Terra, o que obriga a uma tomada de ação para o salvar, antes que seja tarde demais. Pode soar a algo dramático, mas é exatamente essa a mensagem do Dia Internacional da Terra, que se assinala todos os anos no dia 22 de abril. 

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As Nações Unidas aproveitam o dia para reflexão, salientando que a Terra necessita de uma urgente chamada para a ação e que a natureza está a sofrer. São os oceanos preenchidos por plásticos, tornando-se mais ácidos. O aumento das temperaturas, com o calor extremo, que gera incêndios ou inundações. Tudo isto afeta milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. 

As mudanças climáticas, muitas delas afetadas pelo impacto do Homem nas modificações à natureza, com crimes que perturbam a biodiversidade. A desflorestação, a agricultura intensiva, a produção de gado e o tráfico ilegal de animais selvagens, “aceleram a velocidade da destruição do planeta”. As Nações Unidas apontam para a necessidade de recuperar os ecossistemas que suportam toda a vida na Terra.

Veja na galeria imagens de satélite dos fenómenos da Terra:

As imagens de satélite são uma forma de relembrar a beleza do planeta. Os satélites continuam com os “olhos” bem postos na Terra, vigiando os seus fenómenos, ajudando a aferir a sua saúde. Há vulcões em erupção, incêndios devastadores ou a vista da Terra a partir do espaço (como a imagem captada pela tripulação do Apollo 11 em julho de 1969, usada pelas Nações Unidas para comemorar o dia). 

O olhar da constelação Copernicus

Um dos vigilantes do planeta é o satélite Copernicus Sentinel-2 da ESA. As suas imagens continuam a ser tão fascinantes, como “aterradoras”, não deixando ninguém indiferente pelo seu impacto. É o caso do vulcão Piton de la Fournaise na ilha Réunion, localizada a ocidente do Oceano Índico, pertencente à França, a cerca de 680 quilómetros do Madagáscar. A imagem mostra uma palete de cores impressionantes, misturando o fluxo de lava, com nuvens de fumo, áreas verdejantes. O cume do vulcão tem mais de 3.000 metros de altura, o maior pico da ilha. 

Ainda sobre imagens de satélite de vulcões, a violência de algumas erupções tem impacto direto nas vilas, afetando os habitantes da região. É o caso do vulcão no Monte Kanlaon nas Filipinas. Em apenas quatro minutos, o vulcão projetou cinzas capazes de alcançar os quatro quilómetros de altura, obrigando à evacuação de 87 mil pessoas das aldeias. 

O Monte Kanlaon está localizado na ilha de Negros, a 2.400 metros acima do nível do mar, sendo um dos 24 vulcões mais ativos do arquipélago. As imagens de drone que foram partilhadas mostram as aldeias cobertas de cinza, os telhados das casas mudaram para o tom cinzento e as árvores e a vegetação contrastam entre o verde e os tons vulcânicos. 

Desastres naturais e incêndios

As imagens de satélite são a forma mais eficaz de observar as dimensões dos incêndios. E infelizmente, o ano de 2025 fica marcado por alguns dos mais extensos, em diversos pontos do mundo. Mais uma vez o Copernicus entrou em ação para mostrar o incêndio de Arouca em julho, apenas uma amostra para a devastação da Península Ibérica pelos fogos. Portugal continua a ser um dos países mais afetados pelos incêndios, ano após ano. 

Imagens de incêndios em Julho de 2025 captadas pelo Copernicus Satellite-2

Um dos incêndios mais devastadores ocorreu em Los Angeles. Morreram dezenas de pessoas, muitos deles a tentarem salvar as suas casas. Os fogos afetaram uma área de quase 500 quilómetros, desde São Diego ao extremo norte de Los Angeles. 

Um ponto azul suspenso no espaço

De uma perspetiva ainda mais distante, as imagens captadas pelos astronautas na Estação Espacial Internacionais, ou os “viajantes” da Artemis II, que se tornaram os humanos a viajar para mais longe da Terra, são também de uma beleza impressionante. E é mais fácil esquecer os problemas do “terceiro calhar a contar do Sol”.

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