Imagem: Michael Oldfield / CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Dois voos da Ryanair com destino a Marrakech partiram sem seus passageiros em aeroportos franceses recentemente, evidenciando problemas relacionados à falta de pessoal e congestionamento nos controles de segurança e fronteira.
Em 14 de abril, no aeroporto de Paris-Vatry, um Boeing 737 decolou vazio após a ausência quase total da equipe de segurança, que estava sem contingente devido a licenças médicas, impossibilitando a realização das inspeções necessárias. O voo, que deveria transportar 192 passageiros, partiu sem ninguém a bordo, deixando os clientes frustrados diante da situação inédita.
Quatro dias depois, no aeroporto de Marselha-Provence, 83 passageiros não conseguiram embarcar a tempo devido à lentidão nos controles fronteiriços, agravada pela implementação do sistema biométrico europeu Entry/Exit System (EES).
O avião saiu quase três horas atrasado sem os passageiros, retidos no terminal. Durante a confusão, alguns viajantes chegaram a acionar o alarme de incêndio na tentativa de impedir a decolagem.
Esses episódios seguem um precedente ocorrido em 11 de março no aeroporto de Tours-Val de Loire, onde 24 passageiros perderam o voo após enfrentarem atrasos superiores a uma hora e meia nos procedimentos de segurança e imigração, também afetados pelas novas formalidades do EES.
A responsabilidade pelos incidentes está sendo discutida entre operadores aeroportuários, empresas de segurança, polícia de fronteira e a própria Ryanair.
No caso de Vatry, o aeroporto atribui a culpa à empresa de segurança Sécurus, cujos agentes estavam em massa de licença médica, enquanto a Ryanair alega que não deve compensar os passageiros por causas externas fora de seu controle, como greves ou emergências médicas. Passageiros contestam essa posição, apontando a ausência simultânea de agentes e as falhas no sistema.