Divulgação – United Airlines
Em meio ao aumento expressivo dos custos operacionais devido à alta dos preços do querosene de aviação, a United Airlines revelou que as tarifas mais altas devem se manter, independentemente da oscilação do preço do combustível.
Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, executivos da companhia destacaram uma série de aumentos de preços implementados recentemente, incluindo também reajustes nas taxas de bagagem.
No início do ano, os rendimentos da United cresceram 4% na comparação anual, atingindo até 18% no final de março. A empresa espera compensar 40% a 50% do aumento dos custos com tarifas mais altas no segundo trimestre, chegando a 85% a 100% no último trimestre do ano.
O CEO Scott Kirby afirmou que, mesmo se os preços do combustível voltarem ao normal, a companhia acredita vai manter cerca de 20% desses aumentos e que, quanto mais tempo durar essa situação, maior a chance de preservar até 80% dos reajustes.
O executivo responsável pela área comercial, Andrew Nocella, explicou que a demanda se mantém firme e que a redução da capacidade foi fundamental para o aumento nos rendimentos. Segundo ele, em poucas semanas, os rendimentos subiram de 2% para quase 20%, resultado da estratégia da companhia.
A United sugere que a manutenção dos preços elevados está relacionada à redução da concorrência provocada pelo impacto do combustível caro, que tem levado algumas companhias à falência ou à diminuição da oferta de voos.
Essa postura contrasta com declarações recentes do secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, que afirmou que os aumentos nos custos do combustível seriam absorvidos pelas companhias e que as passagens aéreas deveriam ficar mais baratas a longo prazo.
Além disso, o CEO Kirby defende a ideia de um mercado com menos concorrência, mencionando a necessidade de um único “transportador de bandeira” dos EUA. Tal ideia, no entanto, foi rechaçada rapidamente por sua maior rival, a American Airlines.