A empresa de Elon Musk partilhou novos desenvolvimentos de controle através do chip cerebral. Pacientes com lesões na espinha dorsal utilizaram o implante da Neuralink para controlar braços robóticos com a mente e manipular objetos.
A Neuralink tem vindo a partilhar os mais recentes avanços da sua tecnologia de implantes cerebrais, na forma como transforma a vida de pacientes que perderam as capacidades motoras. A empresa de Elon Musk mostrou recentemente o implante N1, devolvendo a um doente com esclerose lateral amiotrófica a capacidade de falar, através da atividade do cérebro. O chip permitiu-lhe voltar a comunicar, através de um sistema que descodifica fonemas, as unidades mínimas do som, a partir dos sinais cerebrais.
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Agora a tecnológica voltou a partilhar novas capacidades do chip, desta vez para restaurar a mobilidade perdida através de doença ou danos feitos à espinha dorsal. Os voluntários para os testes utilizaram braços robóticos controlados pela mente para manipular objetos banais do dia-a-dia.
Como se pode ver no vídeo, nesta fase de testes, os participantes utilizam o pensamento para controlar os braços, o que marca a expansão do projeto para além dos simples cursores e interfaces do computador.
Veja o vídeo:
Os movimentos de braços robóticos através da mente já tinham sido mostrados em outubro do ano passado. Neste caso, o paciente utilizou o braço para se alimentar, levando a colher à boca, assim como um copo de bebida. O participante na experiência tinha a doença de esclerose lateral amiotrófica.
A nova demonstração parece ser um novo avanço, com movimentos dos braços em tempo real. Este tem pressão suficiente para agarrar objetos, manipular utensílios e realizar movimentos coordenados.
Agora, o chip consegue fazer uma leitura neural mais estável e de maior resolução, ou seja, pode captar sinais motores complexos, e não apenas tarefas simples. O sistema interpreta a intenção do utilizador, como por exemplo, mover o braço para a esquerda. Isso traduz-se em comandos enviados para o robô, sem a necessidade de movimentos musculares residuais.
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Para suavizar os movimentos, a empresa está a integrar inteligência artificial. Os modelos de machine learning conseguem prever e estabilizar as trajetórias dos movimentos, tornando-os mais fluídos e naturais. Desta forma, o objetivo é restaurar a mobilidade perdida dos pacientes, não apenas as interações digitais, mas verdadeiramente a autonomia física.
Este avanço preenche cada vez mais a lacuna dos movimentos perdidos pelas doenças da esclerose lateral amiotrófica ou danos na espinha dorsal. Devolve-se assim a esperança de uma vida mais confortável e independente em aplicações básicas, como a alimentação, vestir-se, manipular objetos ou executar as tarefas mais banais do dia-a-dia. Os avanços mostram sobretudo a capacidade da leitura do cérebro em realizar tarefas motoras complexas.
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