A Google lançou novas ferramentas de IA para análises geoespaciais avançadas, com o objetivo de mapear o planeta.
Ao longo dos anos a Google aperfeiçoou as suas ferramentas de mapeamento do planeta. Seja o Google Maps ou o Google Earth, os mapas da gigante tecnológica suportam a nossa orientação, serviços e outros negócios de geolocalização. A tecnológica anunciou a expansão do seu portfólio de IA geoespacial com novos produtos baseados em imagens aéreas e de satélite. O objetivo é garantir análises avançadas do planeta, numa escala global.
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Uma das novidades, ainda em fase experimental, é a ferramenta que combina imagens aéreas 3D com fotografias captadas por satélite de alta resolução. Estas permitem análises desde os detalhes urbanos a uma visão global do planeta. Esta ferramenta está integrada no Gemini Enterprise Agent Platform e permite reduzir o tempo e trabalho no campo, assim como os custos e potenciais riscos. A funcionalidade suporta análises como planeamento de redes sem fios, deteção de vegetação, oportunidades de energias renováveis, entre outras.
A Google revelou também parcerias reforçadas com a Airbus e a Vexcel. A primeira fornece imagens de satélite atualizadas e de alta qualidade. A segunda contribui com uma vasta biblioteca de imagens aéreas, cobrindo mais de 45 países.
Veja na galeria as imagens do projeto
Os modelos de IA no Google Cloud Model Garden permitem agora identificar objetos com prompts em linguagem natural. Por exemplo, “encontra todas as turbinas de vento”, além de fazer uma recuperação semântica de cenas complexas. Isto permite decisões mais proativas e baseadas em dados, entre um vasto leque de casos de uso críticos. Também deteta mudanças temporais e contextuais de um local, por exemplo, as diferentes fases de uma construção. Este sistema garante também aos clientes que utilizem as suas próprias imagens, não apenas o catálogo Google.
O sistema de Solar Insights, igualmente num formato experimental, é um dataset de alta resolução, capaz de analisar o potencial solar por cada edifício. Desta forma, ao recolher as estatísticas dos telhados e a deteção de painéis solares, ajuda as empresas e prestadores de serviços a identificar clientes de alto valor e a otimizar redes. O sistema já cobre mais de 90% dos edifícios dos Estados Unidos e Europa.
No exemplo dado para um caso de uso, o Instituto Milken utiliza o Solar Insights para avaliar o potencial da energia solar em bibliotecas, escolas e centros comunitários. Depois cruzando-os com dados climáticos e demográficos para orientar os investimentos em hubs de investimentos em resiliência, que tenham maior impacto em comunidades mais necessitadas.
Por fim, o Street View Insights, alimentado por radares LiDAR, oferece o acesso a 280 mil milhões de imagens 360º e 3D com medições mais precisas. Segundo a Google, esta inovação minimiza a necessidade de visitas aos locais, que gastam recursos de tempo e dinheiro às empresas. Podem, por exemplo, medir postes, cabos, sinalização e outros ativos sem a necessidade de visitas ao local. As consultas em linguagem natural aceleram essas auditorias e manutenção dos ativos.
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