Um novo fóssil de mamífero foi descoberto em um sítio de pesquisa na Baixa Califórnia, no México. Os achados revelaram uma nova espécie, nomeada Cimolodon desosai.

Os mamíferos costumavam dividir a Terra com os dinossauros, mas a queda de um asteroide dizimou 75% da vida na Terra. Especialistas acreditam que o tamanho pequeno da espécie foi uma vantagem, principalmente para os semelhantes a roedores do gênero Cimolodon.

O estudo, publicado na revista Journal of Vertebrate Paleontology, no dia 22 de abril, detalha informações sobre o achado, datado de aproximadamente 75 milhões de anos, e ajuda a compreender como eles foram capazes de sobreviver ao asteroide que provocou a extinção.

Em 2009, foram encontrados apenas os dentes fossilizados da espécie C. desosai, mas, após uma análise aprofundada, foi possível localizar outras partes, incluindo mandíbulas, crânio, fêmur e o osso do antebraço.

O professor de biologia e principal autor do estudo, Gregory Wilson Mantilla, afirmou em comunicado que a princípio, seu assistente de campo encontrou apenas um pequeno dente. “Se ele tivesse encontrado só isso, eu já estaria radiante. Mas quando olhamos dentro da fenda da rocha, vimos que havia mais osso”, completou.

Imagens de alta resolução foram usadas para comparar os dentes com os de outras espécies de Cimolodon. Com isso, os especialistas confirmaram que se tratava de uma nova espécie.

O professor contou que, antigamente, tudo era nomeado com base nas características dos dentes. “Se você encontrar um esqueleto sem dentes, às vezes é difícil atribuir um nome a ele”.

Nova espécie de mamífero

O gênero Cimolodon faziam parte de um grupo que esteve presente na Terra entre 170 milhões e 35 milhões de anos atrás, os multituberculados, que viveram do Jurássico ao Eoceno.

A revista Discover destaca que os animais dessa espécie habitavam diversos ambientes diferentes, o que inclui desertos e florestas.

Além do seu tamanho, sua capacidade de locomover tanto pelo chão quanto pelas árvores e sua dieta alimentar garantiram vantagens para a sobrevivência desses pequenos indivíduos.

Os especialistas acreditam que essas características foram fundamentais para garantir que essa espécie conseguisse atravessar a extinção em massa. “[…] Ela e seus descendentes eram relativamente pequenos e onívoros, duas características que foram vantajosas para a sobrevivência”, afirmou Mantilla.

O nome da espécie foi escolhido em homenagem ao assistente de campo, Michael Sosa VI, que encontrou o fóssil pela primeira vez. Ele faleceu durante a análise do achado.

*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes