Fernando Medina criticou Pedro Nuno Santos pela intervenção que o ex-secretário-geral teve na quarta-feira, dia 22 de abril, no regresso ao Parlamento para exercer o cargo de deputado, do qual se afastou por seis meses (ver aqui).

“Alguém que foi secretário-geral do PS, já que quis atribuir esse significado político, tinha duas saídas úteis. A primeira para uma análise política sobre os dossiers que afetam os portugueses, a segunda para um caminho de exercício de reflexão e autocrítica sobre porque o PS falhou sob a sua liderança, as suas insuficiências, o seu perfil, a forma como os portugueses o avaliaram”, comentou à Rádio Renascença, lamentando que Pedro Nuno tenha decidido “fazer uma intervenção virada para camaradas seus”, lembrando que nas declarações “não designa” possíveis alvos.

Como o DN escreveu, Fernando Medina equacionou candidatar-se à liderança do PS depois da ida de António Costa para o Conselho Europeu, mas não avançou. Pedro Nuno, por isso, entende que o ex-ministro das Finanças teve uma visão tática para não se candidatar. O antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa questionou até “a autoridade de Pedro Nuno para dizer o que quer que fosse de estratégias ou tomadas de poder dentro de um partido.”