O vestido de Jennifer Rauchet, mulher do secretário norte-americano Pete Hegseth, deveria ter sido apenas mais um entre os tantos presentes no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, mas acabou por tornar-se num dos temas mais falados da noite.

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A polémica em torno do vestido rosa de Jennifer começou quando a influenciadora de moda Ella Devi utilizou as suas redes sociais para partilhar que Rauchet escolheu para a cerimónia na Casa Branca, um simples vestido de cerca de 20 dólares da plataforma Temu.
Não demorou muito tempo até se perceber que a informação estava incorreta, na verdade o vestido era da marca Shein e o preço rondava os 40 dólares.
Moda acessível ou uma escolha controversa?
A escolha rapidamente dividiu opiniões.
Por um lado, houve críticas relacionadas com o recurso a marcas de fast fashion, frequentemente associadas a problemas ambientais, condições laborais controversas e ao uso de materiais tóxicos.
Por outro, várias pessoas defenderam a opção de Jennifer. No final de contas, a esposa de Hegseth optou por um vestido acessível à maioria num evento de alto perfil, assinalando uma quebra com a tradição de luxo associada a este tipo de ocasiões.
A própria influenciadora Ella Devi acabou também por ser alvo de críticas, com diversas pessoas a acusarem-na de incoerência por promover, nas redes sociais, marcas de luxo como Chanel, Burberry ou Givenchy.
Moda também é política
A controvérsia ganhou dimensão política quando alguns comentários apontaram a incoerência entre a escolha de uma marca internacional de fast fashion e o discurso “America First” frequentemente associado a Pete Hegseth, defensor de uma agenda nacionalista e crítica da China, país de origem destas plataformas.
A instrumentalização da roupa para atacar ou defender figuras públicas não é novidade.
A congressista Alexandria Ocasio-Cortez já foi criticada por usar um vestido com a mensagem “Tax the rich” no Met gala de 2021.
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